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13 September 2021

Por que a África – e por que agora

Natália Dias – CEO do Standard Bank Brasil

Como em qualquer lugar, a África sofre os impactos econômicos da pandemia provocada pela Covid-19. Famílias entram na pobreza; empresas sofrem os impactos da diminuição dos negócios; e a situação fiscal de diversos governos deteriora. Tudo isso sem mencionar a perda de vidas. O coronavírus interrompeu um ciclo de 50 anos de altas do PIB da região.

Mas, a despeito desse cenário desafiador, temos vários motivos para acreditar, com um grau razoável de convicção, que a pandemia não irá interromper o ciclo de desenvolvimento vivenciado nas últimas décadas por diversos países africanos.

Por quê? Porque a Covid não altera os fundamentos que fizeram com que, na década passada, o PIB do continente crescesse 55%, um ritmo de crescimento acima da média global  e atrás apenas de países asiáticos.

Para o Standard Bank, esse crescimento se deve, em boa medida, a cinco megatendências. São elas:

Crescimento demográfico

Na década passada, um terço do crescimento populacional no mundo ocorreu na África. A população em idade para trabalhar quadruplicou para 750 milhões de pessoas. Esse boom está criando um enorme mercado consumidor, que se aproxima dos US$ 4 trilhões – e deve atingir US$ 5,3 trilhões em 2030, segundo o World Data Lab. Para isso ocorrer, o consumo crescerá a uma taxa média anual de 3,4%, acima do crescimento de 2% da população.

Aumento da urbanização

Desde 2010, o número de pessoas que vive em cidades aumentou 44%, de 408 milhões para 580 milhões de pessoas urbanizadas (44% da população total). A África tem 63 cidades com mais de um milhão de pessoas, ante 30 no começo dos anos 2000. A urbanização foi acompanhada de um crescimento da classe média de 5,4 milhões para 12 milhões de famílias em onze países da África Subsaariana. O World Data Lab projeta que, em 2030, mais de 100 milhões de pessoas irão ascender para a classe média.

Boom tecnológico 

Em 2019, havia 300 milhões de usuários de internet na África – um aumento de 100 milhões em relação à década passada. No mesmo período, a rede de transmissão de dados cresceu a uma média anual de 12,5%.O aumento de casas com acesso à internet triplicou. O continente tem um ecossistema de inovação crescente. Em 2019, fundos de venture capital levantaram US$ 2 bilhões para financiar o crescimento de startups africanas. E estima-se que haja mais de 600 hubs de tecnologia no continente – mais que o dobro do aferido em 2016.

Inclusão financeira 

A proporção de adultos com conta bancária saiu de 23% em 2011 para 43% em 2017. O montante de transações financeiras em celulares e smartphones aumentou nove vezes na última década. Esse crescimento fomentou um rico ecossistema com 400 fintechs – 80% delas “made in Africa”. Segundo a consultoria McKinsey, o setor bancário na África é o segundo que mais cresce e o segundo mais lucrativo no mundo.

Avanços políticos e institucionais

Segundo o Worldwide Governance Indicators, do Banco Mundial, 21 nações africanas registraram avanços nos rankings de paz e estabilidade. Hoje, metade do continente tem um nível de paz considerado médio ou alto. No total, 33 países estabeleceram regime democrático. E as áreas de conflito se concentram na região do Saara.

E nos próximos anos?

Além da convicção de que as tendências citadas acima continuarão impulsionando o desenvolvimento na África, podemos adicionar três vetores que devem contribuir para o crescimento econômico:

Agronegócio

A África tem, hoje, cerca de 1,3 bilhão de habitantes. Em 2050, deverá chegar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a 2,5 bilhões. Para alimentar essa população, diversos países africanos estão criando políticas e programas de incentivo para atrair multinacionais. Com isso, espera-se a autossuficiência alimentar. Hoje o continente importa cerca de US$ 35 bilhões por ano em alimentos. Esse objetivo é plenamente alcançável: 65% da terra agricultável disponível do mundo está na África. Também há abundância de água e mão-de-obra. E a adoção de técnicas mais avançadas de agricultura pode aumentar a produtividade do setor, que hoje é dominado pela agricultura familiar.

Indústria

Nas últimas décadas, a China e países do sudeste asiático se tornaram o hub de manufatura do mundo. Políticas amigáveis ao investimento estrangeiro e mão de obra barata fizeram dessa região o epicentro das cadeias globais de valor. Esses incentivos mudaram, de modo que a China pretende ocupar outro espaço na economia global. Isso cria uma oportunidade para a África atrair investimentos de multinacionais e criar um parque industrial relevante. De fato, a industrialização está no topo das prioridades de diversos governos africanos. Há diversos projetos para atração de multinacionais de diversos setores.

Acordo de Livre-Comércio Continental Africano

O AfCFTA, que entrou em vigor esse ano, tem o potencial para destravar o comércio pan-africano e se tornar um indutor de riqueza para o continente. Um estudo recente do Banco Mundial mostrou que a queda das barreiras comerciais pode adicionar US$ 450 bilhões ao PIB da África até 2035, o que corresponde a um aumento de 7%. O aumento das trocas comerciais pode aumentar os empregos e o salários em torno de 10%. O AfCFTA pode tirar 30 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza e 68 milhões da pobreza moderada. É um salto considerável de qualidade de vida para quase 8% da população africana.

Claro que nada disso é garantido. Há desafios que os países africanos precisam superar para dar um salto de desenvolvimento para tirar milhões de africanos da pobreza. Lacunas de infraestrutura, instabilidade macroeconômica e política são alguns dos temas que precisam ser atacados pelos líderes locais para que, de fato, a África finalmente seja um local mais próspero e igualitário. Mas os bons fundamentos persistem. O que nos dá razão para permanecermos otimistas.